Com Quem Você Deixa Seus Filhos?

9 de setembro de 2015
Cris Poli1Cris Poli busca orientar e esclarecer pais e pessoas que têm atividades que envolvam ensino e cuidado com crianças.

A pedagoga, conhecida por seu trabalho como “Super Nanny” no SBT, tem ampla experiência na área educacional também no exterior, além de ser uma pessoa obediente a Jesus, preocupada com ensinamentos e princípios cristãos, tão importantes na fase da infância.

 

1. Como entender e identificar algumas reações das crianças (irritabilidade, depressão, indícios de abuso sexual, etc)?

Os educadores em geral, aqueles que estão em contato direto com as crianças e têm a responsabilidade de instruí-las ou orientá-las em diferentes situações, devem ter um relacionamento bem próximo delas para poder identificar qualquer alteração no comportamento.

Depois disso, devem entrar em contato com os pais da criança para detectar qualquer mudança no dia-a-dia deles e entender o que está acontecendo com a criança. Todo esse processo requer muita paciência, tempo gasto com a criança e, sobretudo, muito amor, oração e a genuína intenção de ajudar esta criança a superar o problema.

2. No caso de ser detectado um abuso sexual, o que fazer?

Nesse caso, superdelicado, conversar abertamente com os pais para conhecer mais profundamente a situação e, dependendo da seriedade do caso, encaminhá-la a um profissional competente para poder ajudar essa criança a se livrar das marcas deixadas pelo abuso sexual. Claro que tudo isso com muita oração e amor pela criança.

3. Que tipo de perfil deve ter um líder de criança? Qualquer pessoa com boa vontade pode trabalhar com elas, pode ser hábil e eficiente?

Um líder de criança tem de ter muito amor por elas e deve ser consciente da responsabilidade que tem nessa função. Boa vontade não é suficiente para ser líder de crianças. É preciso ter muita criatividade, coração de criança, um caráter formado nos traços de Jesus e saber que ele será um referencial para essas crianças durante o tempo da liderança. Deve ser um intercessor preparado para orar e cobrir a vida delas diariamente.

4. De que forma as pessoas podem se preparar para cuidar de crianças, mesmo aquelas que atuam nas igrejas e não possuem uma formação pedagógica? O que podem fazer? Ler e aprender para serem mais eficientes?

As pessoas que aspiram ser líderes de crianças ou que pretendem cuidar de crianças e não possuem formação pedagógica, devem estudar livros que falem sobre educação, a psicologia e a evolução e desenvolvimento das crianças e que ensinem como lidar com elas. É uma tarefa árdua que requer dedicação, muito amor e perseverança.

5. O que tem observado de mais danoso no tratamento com crianças, dado por pessoas que cuidam delas?

As pessoas que cuidam de crianças não têm a responsabilidade de educá-las, já que essa responsabilidade é dos pais. Elas são parceiras e auxiliadoras dos pais. O que tenho observado é a falta de orientação dos pais para com essas pessoas, e elas se tornam permissivas no cuidado das crianças, ou muito rígidas, não agindo em unidade com os pais. Isso é prejudicial para as crianças porque não experimentam uma única linha de conduta e orientação.

6. Como proceder, o que fazer com um líder que não tem jeito com criança, mas insiste em continuar trabalhando para elas?

É preciso falar sinceramente com ele, explicar a seriedade da função que quer exercer e para a qual precisa de um jeito e uma habilidade especiais. O melhor é observar essa pessoa e encaminhá-la para outra atividade em que possa se destacar. Descobrir qual é o talento dela e ajudá-la a desenvolvê-lo.

7. Como avalia o trabalho das igrejas, ministérios infantis, etc.?

Creio que é um ministério de suma importância nas igrejas, que precisa ser organizado e desenvolvido com temor de Deus, já que é a formação desde a primeira infância que permanecerá pelo resto da vida desse ser humano. Provérbios 22:6 diz isso: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”. Estou observando que as igrejas estão dando cada vez mais importância a esse ministério, tomando consciência de seu valor e dedicando mais tempo e cuidado em sua organização.

8. Como acha que deve ser a relação Pais x Escola (ou também Creche, Igreja), com relação ao trabalho com crianças?

Acredito nesta relação. Repito, a responsabilidade da educação dos filhos é dos pais, mas as escolas, creches, berçários e igrejas devem ser parceiros nesta educação. Devem procurar essa aproximação com os pais e vice-versa, a fim de que essa parceria se torne uma realidade. Meu terceiro livro, “Pais e professores educando com valores”, trata desse tema.

9. Adriana Calcanhoto produziu um DVD chamado “Adriana Partimplim”, que mostra um trabalho inteligente e superbem feito com crianças. Acha que pode servir como modelo para algumas instituições?

Não conheço o trabalho de Adriana Calcanhoto, mas se é um trabalho inteligente e superbem feito para crianças, creio que pode servir como modelo para algumas instituições.

10. O que acha dos trabalhos musicais infantis feitos por cantores gospel?

Tenho visto trabalhos musicais muito bons feitos por cantores gospel, como os de Ana Paula Valadão.

11. O que uma pessoa que trabalha com criança jamais deve fazer?

Jamais deve criticar a criança, desvalorizar o trabalho ou a produção dela, não deve bater, gritar ou se descontrolar. Não deve dar risada dela ou ridicularizá-la. Não deve ignorá-la quando ela quer conversar ou se abrir com a pessoa. Enfim, deve usar o bom senso e não fazer nada que possa agredi-la, nem física, nem emocional, nem moral, nem espiritualmente.

12. O que ela sempre deve fazer?

Ela sempre deve orar pela criança, elogiar e estimular cada acerto dela para que sua autoestima seja trabalhada positivamente. Deve sempre estar atenta às necessidades dela e ouvir com atenção e interesse o que tem para falar. Deve abraçar, beijar com freqüência e dizer que a ama e que ela é muito importante para essa pessoa. Deve ser gentil, amável, respeitosa e manifestar os traços de caráter de Cristo, lembrando que a criança é muito observadora e que o adulto é um referencial de vida e de atitudes para ela.

13. O que seria mais importante em um trabalho infantil: organização e método, amabilidade, instrução, espiritualidade?

Creio que um trabalho com crianças deve ter vários ingredientes, como os mencionados na pergunta, mas o mais importante de tudo é o AMOR de 1Coríntios 13, que é o amor conforme o padrão de Cristo, que ao ser recebido pelo adulto possa fluir com força, unção e naturalidade para essa criança.

14. O que proporia como forma de potencializar um trabalho ou serviço voltado para crianças?

Uma direção de Deus para assumir este trabalho como um ministério entregue nas mãos desse adulto por Deus. Com essa premissa, muita oração e busca de Deus sobre como agir com elas.

 

Cris Poli é educadora há mais de 40 anos. Apresentou o Reality Show Super Nanny no SBT e é autora de vários livros, como: “Filhos Autônomos, Filhos Felizes”, “Pais separados, filhos preparados” e “Pais e professores educando com valores”. É membro da Igreja Evangélica Palavra Viva, em São Paulo. Seu site: www.crispoli.com.br.

 

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