Ensinando Sexo Aos Nossos Filhos

17 de março de 2015

paisensinandoCONVERSAS DIFÍCEIS, MAS NECESSÁRIAS ENTRE PAIS E FILHOS HOMENS

Dt 6:5-7 – “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”.

Todo o pai que tenha um filho homem sabe, desde que a criança nasce: no futuro ele deverá conversar com o filho, sobre “sexualidade e as coisas do coração”! É comum ver estes pais embaraçados e trêmulos, por mais comunicativos e contextualizados que sejam. Mas não há como fugir, pois este momento deve acontecer!

Infelizmente as estatísticas mostram que os filhos aprendem sobre sexualidade, muito mais com os amigos (que quase sempre dão informações duvidosas) do que em seus lares. As estatísticas também mostram que a maioria dos pais “empurra” esta responsabilidade para a Escola, a Igreja, etc. Muitos alegam que não conhecem bem, ou sentem vergonha em conversar sobre o assunto. Mas isto precisa mudar!

Os melhores conselheiros dos filhos, devem ser os próprios pais! Professores e pastores podem ajudar, mas os pais têm sempre as melhores oportunidades. Caso sintam-se incapazes de fazê-lo, devem estudar o assunto para poder explicá-lo da melhor forma, pois os ouvintes serão seu maior tesouro: seus próprios filhos! Já existem muitos livros, tanto no meio cristão quanto no secular, que possibilitam aos pais uma informação segura.

A descoberta da sexualidade na infância, nem sempre envolve malícia (apesar da crescente erotização precoce), mas é muitas vezes fruto da curiosidade normal desta fase. Os pais devem ter sabedoria de não supervalorizar acontecimentos como: brigar com o menino que mexe em seu próprio pênis. Caso isto venha a se repetir muitas vezes, converse normalmente sobre “limpeza, canal da urina, saco escrotal” e um pouco de ética, explicando que não é bonito ficar mexendo na região, principalmente na frente dos outros!

O problema maior, entretanto será vivido pelo pai que tem um filho na adolescência. Assim, vamos deixar alguns poucos temas (nosso espaço é curto) que serão importantes para que sejam conversados nestes momentos:
  1. Sua intimidade com Deus deve nortear a sua sexualidade: não há nada mais gratificante, do que levar um filho, a ter um encontro pessoal com Jesus. Muito do que os filhos conhecem sobre Deus, eles aprenderam através dos pais – tanto no bom, quanto no mal sentido. Os adolescentes são questionadores e sabem detectar “incoerências” na vida espiritual. Pais coerentes geram uma boa imagem de Deus e os filhos tendem em muitos casos, a buscá-lO também. Com os valores do Espírito Santo, os filhos devem ser discipulados a nortear sua sexualidade, pelo que a Palavra de Deus diz. Isto fará toda a diferença, diante dos confrontos que virão à frente.
  1. Cuidado com os seus olhos: os rapazes são atraídos pelo que veem. Embora seja algo absolutamente normal a qualquer homem, você como pai deve prevenir que “devemos educar o nosso olhar”. A informação que vem dos amigos é que “homem que é homem, deve olhar para o traseiro da mulher, quando ela passa”. Você deve mostrar o padrão de Deus: lembre-se do exemplo de Jó, que foi elogiado pelo Senhor. Era homem “integro, reto e que se desviava do mal” (Jó 1:1), e uma das formas de se desviar, era “fazer um pacto com seus olhos”, para não olhar para uma mulher que não era a sua (Jó 31:1-4; 9-12). Não podemos evitar achar uma mulher bonita, mas podemos nos desviar de pensamentos e ações maliciosas, que nos tentem a seguir!
  1. Tamanho de pênis: alguns rapazes, no início da adolescência, parecem “muito preocupados” com o tamanho (e outros aspectos) de seu órgão reprodutor. Principalmente após as aulas de educação física, quando no banheiro da Escola os garotos começam a gozação com quem tem pênis menor, como se fossem “portadores de deficiência física”. Nada disso! Você como pai deve explicar que “tamanho de pênis não é documento”! As pessoas são diferentes umas das outras e por isso os tamanhos são diferentes. Lembre seu filho que quando ele for casado, no momento de uma relação sexual, o pênis cumprirá seu papel direitinho!
  1. Relação sexual é só para o casamento: a grande maioria dos pais não sabe dar base bíblica para este tema. Assim, vamos ajudá-los:a) Genesis 2:24 – desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do “deixar pai e mãe”, obviamente com a benção destes, que são autoridades sobre nós enquanto solteiros; do “unir-se à sua mulher” e não a qualquer mulher que sentimos atração e desejo. Só numa terceira fase é que viria a união física – “serão os dois uma só carne”. Esta é a ideia do Velho e também do Novo Testamento. Este versículo é citado também por Jesus (Mt 19:5) e Paulo (1Co 6:16).b) Deuteronômio 22:13-30 mostra regras muito rígidas, tanto para o rapaz que difamava com mentiras a uma “virgem de Israel”, quanto à moça que casava sem ser virgem. Naquela época, ela seria apedrejada até a morte; hoje, graças a Jesus, que levou sobre si as nossas culpas, “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e por suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5). Não precisamos de apedrejamentos, mas Deus AINDA REQUER arrependimento, confissão e abandono da prática do pecado – (Pv 28:13; 1Jo1:9).c) 1 Corintios 7:9 – A solução dada por Paulo, a quem não consegue se dominar e está abrasado sexualmente, é casar-se e NÃO dar vazão aos desejos, indo para o Motel. A falta de alvos concretos para a convivência, em muitos namoros, agrava o abrasamento e à tentação sexual, quando poderiam até já estar caminhando para casamentos.

Gostaria de estimulá-los a lerem mais sobre este assunto. Preparem-se e ASSUMAM A RESPONSABILIDADE de serem pais que tentam preparar seus filhos, da melhor maneira possível, para que sejam uma boa influência nesta sociedade tão deteriorada em que vivemos. Que VOCÊS PAIS (e também mães, que por alguma razão cumprem o papel de “pais e mães”) espelhem Jesus e busquem na Sua Graça a capacitação para serem um bom exemplo aos seus filhos.

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