Entendendo o que é Louvar e Adorar

5 de março de 2017

adoração71. EXISTE DIFERENÇA ENTRE LOUVAR E ADORAR?

Durante muito tempo, as palavras “Louvar” e “Adorar” foram tratadas na prática como palavras sinônimas, com significados praticamente semelhantes. Muitos são os autores que ainda hoje, não veem diferenças marcantes entre os dois significados. Nós, entretanto, gostaríamos de definir alguns termos e anotar algumas diferenças, pois cremos que elas nos ajudarão a entender melhor o conceito de cada uma destas palavras:

  • LOUVAR: quando consultamos dicionários da língua portuguesa, notamos que se refere ao ato de elogiar, exaltar, enaltecer, glorificar, aplaudir, bendizer, expressar admiração, relatar os méritos.
  • LOUVOR: em dicionários bíblicos, como por exemplo “O Novo Dicionário da Bíblia” (Ed. Vida Nova, pág.960), percebemos que o substantivo Louvor no Velho Testamento, é relacionado a palavras hebraicas como halal, yadha e zamar. Estas palavras são associadas à alegria manifesta diante de Deus, de diversas formas: cantos, gestos, instrumentos etc. No Novo Testamento, o Louvor na Igreja da época é assim descrito no comentário bíblico:

“A alegria era a atitude dominante da vida cristã, e embora a adoração formal e o louvor que tal alegria inspiravam, não seja explicitamente descrita ou prescrita, o motivo disso é que era considerado como algo automático. Assim como aqueles que experimentavam a cura e o poder purificador de Jesus, prorrompiam espontaneamente em louvor (Lc 18:43; Mc 2:12), semelhantemente na igreja apostólica, há frequentes exemplos dessas explosões espontâneas de louvor, quando os homens começaram a perceber e a compreender o poder e a bondade de Deus, na pessoa de Jesus Cristo (At 2:46; 3:8; 11:18; 16:25; Ef 1:1-14)”.

  • ADORAR: em dicionários da língua portuguesa, significa: render culto, expressar uma admiração reverente, venerar, amar extremamente.
  • ADORAÇÃO: todos os dicionários (bíblicos ou linguísticos), definem esta palavra como um tema muito extenso. Mas o conceito essencial é de que Adoração é a ação ou atitude de cultuar. Dr. Russell Shedd no livro “Adoração Bíblica” (Ed. Vida Nova, pág. 11), mostra que através dos séculos, a Igreja cristã utilizou diferentes expressões de adoração, que caracterizam formas de cultuar e não medem a realidade ou o grau de espiritualidade do adorador. Assim comenta o Dr. Shedd:

“Qualquer que seja a expressão do culto como veículo de adoração, a sua forma é externa, mas a atitude do coração é interna, muitas vezes oculta da própria percepção do adorador. Deus preocupa-se mais com o coração do que com a forma (…). É o próprio Deus quem toma a iniciativa na busca de verdadeiros adoradores (…) Atos religiosos (…) não expressam necessariamente um amor real. O mesmo acontece com a adoração; os atos externos mais notáveis podem facilmente enganar”.

RESUMINDO:

  • LOUVAR está ligado ao elogio ou exaltação que damos a Deus, numa espontânea manifestação de alegria;
  • ADORAR está ligado à nossa atitude de cultuar, que deve ser a expressão de um coração sincero e verdadeiro.
  1. ADORAR ENVOLVE UM ESPÍRITO DE GRATIDÃO

Seria quase impossível pensar em um “verdadeiro adorador”, que não tivesse uma atitude de gratidão ao Senhor, tanto pelo que Ele é, como pelo que Ele faz continuamente. Esta gratidão a Deus, é uma atitude tão básica na vida de adoração, que foi didaticamente ensinada pelo Senhor desde o Velho Testamento.

Quase todas as orientações para as ofertas e sacrifícios dadas a Moisés, contêm elementos de “ações de graças”. Marcos Witt, em “Adoremos”, diz que “ao oferecerem sacrifícios e oferendas, não o faziam apenas em obediência às ordenanças do Senhor, mas também em agradecimento pelo fato de que Ele lhes permitia continuar com vida para poder aproximar-se dEle. Uma dessas ofertas é a pacífica, ou como normalmente é chamada, o sacrifício pacífico” (“Adoremos”, Ed. Betania, pág. 17).

  • Lv 7:11, 12 “Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao Senhor. Se fizer por ações de graças, com a oferta de ação de graças trarás (…)”.
  • Lv 22:29 “Quando oferecerdes sacrifício de louvores ao Senhor, fá-lo-eis para que sejais aceitos”.
  • Sl 116:17 “Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o nome do Senhor”.
  • Jn 2:9 “Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação!”.

Esta foi a maneira didática de Deus ensinar ao seu povo, a importância de ser agradecido diante dEle. Hoje, não temos a necessidade de oferecer sacrifícios, pois Cristo na cruz foi o último sacrifício aceito por Deus, em substituição pelos nossos pecados. Entretanto, as orientações para que sejamos agradecidos continuam por toda a Bíblia e são válidas para nós hoje:

  • 1Cr 29:10-14 “Pelo que Davi louvou ao Senhor perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, Senhor, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome”. 
  • Sl 100:4 “Entrai por Suas portas com ações de graças e nos Seus átrios, com hinos de louvor”. 
  • 1Co 15:57Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. 
  • 2Co 2:14Graças porém a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”.
  • Fp 4:6 “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo porém, sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”.
  • 1Ts 5:18 “Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

Você notou este último versículo? O adorador não apenas é “grato a Deus”, mas tem a compreensão de que a vontade de Deus para Seus filhos, é que eles EM TUDO deem graças! Acha difícil? É mesmo! Mas é um caminho de aprendizado, em que a cada acontecimento da vida, reconhecemos a Sua presença, o Seu suprimento, o derramamento da Sua graça, Seu consolo nas horas difíceis … enfim, o Senhor sendo EMANUEL (Deus conosco)!

Quando as pessoas se tornam idosas, é normal aparecerem “rugas”. Mas há uma sensível diferença, quando as rugas são provocadas por uma postura negativa e pessimista, diante das inevitáveis dificuldades da vida. Estas são as chamadas “horrorosas rugas de preocupação”. Bem diferentes das rugas que vemos em senhores e senhoras que encaram as dificuldades da vida, de uma forma positiva, reconhecendo que (por mais incrível que possa parecer), Deus está no controle da situação! Aqui, as rugas também existem, mas fazem parte de um rosto que não se nega a sorrir, nem a ver o lado bom das coisas.

Marcos Witt, no livro citado, conta que sua avó foi um exemplo em sua vida, de alguém que conhecia intimamente ao Senhor. Mesmo diante de imensas dificuldades ao longo de toda a sua vida, como dor e sofrimento, perdendo dois de seus filhos, teve uma reação admirável. Marcos declara:

“Ela tem um relacionamento tão íntimo com Deus, que nunca escutei de sua boca, uma só palavra de ingratidão para com o Senhor, nem de reclamação ou dúvida. Sempre foi uma pessoa que se caracterizou por um sorriso incrível, uma grande alegria, uma personalidade estável, mas que tinha prazer em contar e escutar uma boa piada. E sua risada é tão contagiante quanto seu otimismo. (…) Sua comunhão com o Senhor é tão íntima, de tanta confiança, que pude descobrir o porquê das “rugas de alegria” no semblante da minha avó: ela conhece o Senhor! Ela confia que o que Ele está fazendo é perfeito. Isso lhe dá uma paz e uma alegria diferentes (…) Ela desenvolveu de tal forma o seu “estilo de vida” que, dar graças por tudo, não lhe era difícil. (…) Ela simplesmente era agradecida, pelo fato de conhecer a Deus” (op. cit., pág. 24).

E VOCÊ, QUERIDO LEITOR, JÁ APRENDEU A CONHECER O SENHOR DESSA MANEIRA?

  1. ADORAR ENVOLVE RELEMBRAR E CELEBRAR

Relembrar sobre Quem é e quanto já nos fez o Senhor, ajuda a que aprofundemos nossa comunhão com Ele. Este é um tempo, em que usamos a imaginação para renovar em nossa mente, a certeza de que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Um exemplo é o Salmo 90, escrito por Moisés: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. (…) Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os dias. (…) Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; confirma sobre nós as obras de nossas mãos” Sl 90:1,2,14,17.

O rei Davi no Salmo 30, faz um “balanço” dos momentos bons e difíceis, vividos diante de Deus: “Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria; (…) Mudaste o meu pranto em dança, a minha vida em veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor meu Deus, eu te darei graças para sempre”  Sl 30:4,5,11,12.

Meditar sobre estes fatos, produz a expectativa que alimenta a esperança do adorador, que resulta numa felicidade ao cultuar e num anseio de celebrar. Consequentemente, nossos cultos na Igreja devem ser elaborados visando também expectativas dos ouvintes: participação e entusiasmo. Portanto, nos momentos de adoração que temos, há espaço para possibilidade de pessoas que compartilhem o que Deus tem feito em suas vidas, a fim de que todos juntos possam alegrar-se e celebrar.

CONCLUSÃO:

Notaram como “Louvor e Adoração” é muito mais do que apenas um momento no culto? É uma vida dedicada ao Senhor, em todo o tempo! Existe muito mais a ser estudado, mas este início é uma “amostra” de como precisamos conhecer melhor este tema. Coloque-se diante de Deus e peça a Ele que o ajude a colocar em prática, o que aprendemos até aqui.

Disponha-se a “ELOGIAR” (louvar) ao Senhor, por tudo o que Ele é e faz; conte a Deus sobre o seu desejo sincero de “CULTUÁ-LO” (adorá-lO), RELEMBRANDO os Seus feitos e desenvolvendo uma atitude de GRATIDÃO a Ele, em todos os momentos.

Fonte: “Cultivando um coração adorador”, Sergio e Magali Leoto, Ed. Z3 ideias – www.z3ideias.com.br

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