Líder Cristão e a Santidade

9 de setembro de 2015
SHEDD1Russell Shedd – Extraído do livro “O líder que Deus usa” – Ed. Vida Nova

A primeira exigência de um líder cristão é santidade. Ele precisa ser sensível ao pecado que outros possivelmente consideram aceitável. Isaías tornou-se sensível a sua fala impura logo que viu o Senhor exaltado no templo. O tremendo som da repetição de “Santo é o Senhor dos Exércitos” pelo serafim, estarreceu-o (ls 6.1-3). Ele gritou: “Ai de mim! Estou perdido!” (v.5). Esse foi o efeito que a visão teve no jovem profeta. É improvável que Isaias usara uma linguagem mais violenta, impura ou blasfema do que seus contemporâneos, porém, um sentimento de culpa tomou conta dele no ambiente santo que enchera o templo. Deus preparou Isaías para liderar, fazendo-o completamente miserável diante de sua natureza pecaminosa.

Deus ordena a todos os seus filhos: “Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; Lv 11.44; 19.2). Ele, assim, revela ambos – a base e o padrão da santidade. O alicerce da santidade do líder está no caráter do Deus que ele está representando. Se a descrição “homem de Deus” falha em representar a pessoa em comando, a organização cristã que ele lidera se sentirá mais livre para andar nas trevas. Um modelo com ações dúbias encoraja seguidores a dar “jeitinhos” e ser hipócritas. O comportamento não apropriado para um líder torna a nova natureza dos filhos da luz em uma farsa (Ef 5.8: “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz”).

A importância da boa reputação de um líder é algo de conhecimento geral. Confiança é algo tão crucial, especialmente na liderança, que uma reputação manchada criará sérios problemas. Quando espalha-se a notícia de que um pastor ou um líder é uma pessoa adúltera, isso causará ondas de choque na congregação. Semelhante à um terremoto, a destruição que isso acarreta à fé de jovens e adultos pode ser igualmente devastadora. Certamente, esta é a razão que Jesus atribui tão terrível condenação àqueles que causam a queda dos “pequeninos”, isto é, dos crentes novos e instáveis na fé. Em alguns casos, eles não sobreviverão ao choque (Mt 18.1-11). Não somente pecado sexual, mas todas obras más que possam arruinar o bom nome do líder têm um efeito destrutivo nos seus seguidores.

Um líder não cai de repente, mas é como uma árvore em um processo vagaroso de apodrecimento interno; ela cai, quando um vento forte sopra, porque a doença havia enfraquecido a estrutura interior. Porém, há sinais de aviso: um índice baixo de disciplina em áreas como fantasias e sonhos, comida, vícios a alguns hábitos ou apetites, mostram claros sinais de perigo. A falta de compromisso com os princípios éticos e doutrinários deve ressoar como um alerta. A recusa de prestar-se contas a alguém, que não seja a si mesmo e a racionalização dos erros cometidos acarretam o enfraquecimento da consciência. Além desses, há também outros sinais de alerta.

“Eu não posso jamais pensar que, já que Deus tem-me perdoado, eu deva perdoar-me de forma fácil”. Essa foi uma regra vivida por Charles Simeon de Cambridge, na Inglaterra, um pastor que Deus usou poderosamente no começo do século XIX.

 

Você gostaria de levar Pr. Sergio e Psi. Magali Leoto à sua Igreja?
Informações: Envie um e-mail para smleoto@uol.com.br , ou ligue para nós!
Fones: (11) 3288-2964 e 99957-0451
Share Button

Deixe seu Comentário

Comentários

Comentários