O que as Emoções nos falam…

21 de maio de 2020
BIPOLAR - OKAs emoções têm uma importância muito maior do que imaginamos.
É preciso prestar atenção ao que elas estão nos dizendo. Provérbios 23:7 nos diz: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é” – (NAA). Esta passagem traz uma situação, que nos mostra duas possibilidades: imaginar coisas “verdadeiras e boas”, que nos levariam a ser sinceros e cultivar bons valores ou então, podemos imaginar em nossa alma, coisas “falsas e más” – que produziriam em nós, péssimas atitudes.
As emoções são capazes de nos levar aos extremos: da alegria, à dor. Somos dinâmicos e não lineares. Acompanhe estas passagens: “O coração contente alegra o rosto, mas o coração triste abate o espírito”. Provérbios 15:13 – (NVT); “Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar (…) Tempo de amar, e tempo de odiar”  Eclesiastes 3.4 e 8.

Veja como pode funcionar nosso estado emocional:

Estado Normal das Emoções: temos situações boas e também difíceis na vida, com altos e baixos, mas aprendemos a nos controlar.
Estado Depressivo das Emoções: pessoas que tem momentos bons, mas quando entram em dificuldades, tem descontrole e o pessimismo os deixam cada vez mais para baixo.
Estado Eufórico das Emoções: pessoas que perdem o controle emocional, vivendo à procura de picos de adrenalina e euforia em tudo o que fazem, sem perceber que estão saindo fora do equilíbrio.                                                                                                                       
Estado Bipolar das Emoções: tem momentos de normalidade, mas com muitas ocorrências de acentuados altos e baixos emocionais.
Devemos estar atentos às nossas emoções e pensamentos. A Neurociência comprova a força que os pensamentos têm sobre as emoções, confirmando o que diz Pv 23:7. Toda vez que pensamos, nós formamos redes neurais, através de conexões entre neurônios cerebrais, as sinapses, que vão se fortalecendo dentro de nós. Revigoram cada vez mais nossos pensamentos, que disparam nossas emoções.
Esta conexão entre “pensamento e emoções”, é que forma crenças poderosas, que têm a capacidade de moldar nosso autoconceito – o que você pensa de si, a sua vontade, as suas ações e que dirigem as decisões em nossa vida.
As pessoas que tem o Espírito Santo, ainda contam com Sua ajuda, para discernir e fazer suas escolhas, auxiliando em seu controle emocional. “Quando ele (o Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8).

Blindando nossas emoções

“Acima de todas as coisas, guarde seu coração, pois ele dirige o rumo de sua vida (…) Quem confia em si mesmo é insensato, mas quem anda segundo a sabedoria não corre perigo” Provérbios 4:23 e 28:26 – (NVT).
Muitas das crenças que temos em nosso dia a dia, podem ser resultado de coisas que imaginamos e alimentamos. Podem não ser baseadas em realidades. Não blindamos certos pensamentos e nos deixamos levar pelas emoções. Adquirimos expectativas irreais sobre nós e as pessoas, frustações, preocupações e ansiedades, que sabotam nossos sonhos e esperanças. Deixamos de guardar, proteger e cuidar das nossas mentes. Como resultado, desenvolvemos fracassos, sintomas físicos, emocionais e espirituais.
Ao equilibrarmos as emoções, protegemos nosso coração, podemos desviar da autoconfiança “exagerada”, que leva ao egoísmo e à presunção. Passamos então, a buscar e desfrutar, da amizade e Sabedoria de Deus.

Investigando nossas emoções

Descobrir o porquê de uma emoção tão negativa, faz-nos ter o controle de nossos pensamentos e da situação que estamos enfrentando. Não podemos deixar que o exterior controle o nosso interior, para não sermos vítimas das circunstâncias e nem das pessoas. “Ninguém pode me ferir sem o meu consentimento” (Eleanora Roosevelt).
 “O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’ (…) Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’” Mateus 15:11,18.
As emoções desagradáveis como medo, raiva, irritação, ansiedade, dor, entre outras, devem ser investigadas. É preciso analisar, se o que estamos sentindo é verdadeiro e legítimo, ou se é fruto da imaginação e crenças negativas infundadas. Observe estas 3 frases: “Não sou capaz o suficiente”, “Não sou amado” e “Não sou livre”. Elas o ajudarão a identificar o que está sentindo e os seus verdadeiros motivos. Assim, você poderá tratar da verdadeira razão das suas emoções e sentir-se liberto de alguma falsa crença.
“O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos”. Provérbios 17:22.

Avalie o que você está sentindo hoje. O que isto quer dizer?

Analise estas três frases. Com qual delas você se identifica?
  1. Não sou capaz o suficiente
Este é um sentimento de inadequação. Quando alguém fere sua sensibilidade, faz você se sentir péssimo consigo mesmo. Em algum ponto, ao longo da sua vida, alguém o fez sentir-se inferior – e você ainda carrega essa dor. Sente-se inseguro e duvida de sua capacidade. Fica com sua autoconfiança abalada. 
– Você já tem tudo o que precisa, para ser a pessoa que deseja ser!
Deus já lhe deu dons, talentos e habilidades:cada um tem o seu próprio dom da parte de Deus” (…) “A cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo. Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’” (…) “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (1Co 7:7; Ef 4: 7,8,11,12).
É preciso cuidar da sua autoestima, aceitar-se como é: Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Rm 12:3).
Seja gentil com você. Reconheça aquilo que faz bem e aceite os desafios que tem que vencer, ou aquilo que precisa aprender. Lembre-se de como Deus o vê e não como as pessoas o veem: O Senhor disse a Samuel: ‘Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração’” (1Sm 16:7).
  1. Não sou amado
Aqui, o sentimento é de rejeição. Precisamos ser amados, aceitos e temos a necessidade de pertencer a algo ou alguém (sentimento de pertencimento).
Quando não nos sentimos amados e bem acolhidos pelo ambiente, adquirimos falsas crenças. Por exemplo: quando precisamos que alguém faça algo por nós (seja um cônjuge, irmão, filho, colega de trabalho, ou qualquer outra pessoa) e esta não faz o que pedimos, ficamos magoados. Logo pensamos: “Ele não se importa comigo…”, “Não é sensível as minhas necessidades…”
Lá em seus pensamentos, considera que a pessoa nem se importa com você. Surgem mais pensamentos negativos: “Será que eu mereço ser amado?”, “Eu me sinto mal-amado?”, ”Por que as pessoas não me amam?”
Há uma indignação, você fica inconformado por não receber ajuda! Isto lhe causa dor. Nem passa pela sua cabeça, considerar o “motivo” pelo qual a pessoa não pode atender seu pedido, naquele momento. Você parte para reação: negação ou ação reivindicatória.
A realidade que está sendo mostrada, reflete um problema muito mais profundo do que aparece na superfície, mas a principal razão para o sofrimento é o sentimento de “não ser amado”. 
É preciso aprender o nosso valor, por meio de Jesus Cristo. Somos amados incondicionalmente, simplesmente porque fomos criados por Deus, que deu Seu filho por nós:
“Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (…) “Deus os abençoou, e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!’” (…) “E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gn 1.27,28,31).
 “Há muito tempo, o Senhor disse: ‘Eu amei você com amor eterno, com amor leal a atraí para mim’” (…) “Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (…) “O que nos separará do amor de Cristo? Serão aflições ou calamidades, perseguições ou fome, miséria, perigo ou ameaças de morte?” (…) “Mas Deus é tão rico em misericórdia e nos amou tanto que, embora estivéssemos mortos por causa de nossos pecados, ele nos deu vida juntamente com Cristo. É pela graça que vocês são salvos!” (Jr 31.3, Jo 3.16, Rm 8.35, Ef 2.4,5).
Aprender a comunicar com calma as nossas necessidades, sem sermos defensivos e exagerados, ajuda-nos a equilibrar as emoções e pensamentos. Assim, teremos relacionamentos mais saudáveis e ainda nos sentiremos amados por Deus (pois Ele nos ama, independente das nossas emoções) e amados pelas pessoas que são significativas para nós.
  1. Não sou livre
Este é um sentimento de inadaptação. Examine-se: Você considera que as pessoas tomam muito o seu tempo e atenção? Você se sente frustrado e irritado com isso? Tem dificuldade de dizer sim ou não? Quando nosso sentimento é de “ser impedido” de fazer algo que desejamos, ou de ser, quem queremos ser – é porque não estamos numa relação saudável.
Não precisamos viver assim! Podemos viver livres! Deus no fez com livre arbítrio e quando a nossa liberdade está sendo sufocada e oprimida, nos sentimos impedidos de progredir. Por meio da ajuda do Espírito Santo, que nos dá sabedoria e discernimento, temos que aprender a assumir a responsabilidade das nossas escolhas e deixar que o outro assuma as dele:
“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples” (…) “Se algum de vocês precisar de sabedoria, peça a nosso Deus generoso, e receberá. Ele não os repreenderá por pedirem” (…) “pois cada um deverá levar a própria carga” (Sl 19:7, Tg 1:5; Gl 6:5).
Mudança de Hábito
É possível sermos livres e conquistar a paz interior! Investigue, questione, desconfie de suas emoções. Verifique se os sentimentos negativos que o dominam, são realmente tão verdadeiros. Mude, altere suas crenças e pensamentos!
A mudança sempre traz desconforto. Temos que mudar hábitos, atitudes, comportamentos, que estão arraigados em nós e há muito tempo. Isto requer motivação e esforço. Não podemos desistir, até que se fixe em nossa mente, um novo padrão de conceitos e comportamento. É preciso persistência e dedicação (“Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” 2Tm 1:7).
O que colocamos em nossa mente, nos leva a acreditar ser o nosso mundo. Ao nos aproximarmos de Jesus (que é “caminho, verdade e vida”), tomaremos consciência da nossa verdade, e tornaremos a nossa vida mais segura e menos ameaçadora. Daremos passos firmes, na busca de relacionamentos mais equilibrados, com Deus, com as pessoas e conosco mesmos. (“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”Jo 8:32).
Autora: Psi. Magali Leoto

 

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