Ao perguntar a um pai ou mãe, se eles têm “preferência” por UM dos filhos, provavelmente eles negarão, dizendo que “amam a todos igualmente”. Realmente deveria ser assim, mas NEM SEMPRE é o que acontece em muitos lares.
Alguns filhos, se afeiçoam mais ao pai ou à mãe. E por parte dos pais ocorre o mesmo, embora haja amor por todos os filhos.
Até a Bíblia nos dá exemplos de que isso acontece: – Esaú, era o filho preferido por Isaque; – Jacó, era o preferido de Rebeca; – José, era o preferido de Jacó (só para citar alguns). Nestes casos citados, as preferências dos pais resultaram em brigas familiares…!
As razões desta “preferência”, variam bastante: 1) maior tempo de convivência; 2) preferências pessoais; 3) comunicação mais fácil e efetiva; 4) ideais e objetivos de vida, entre outros. Mas pode ocorrer também por: 5) problemas físicos, médicos ou psicológicos de um filho… que são compreensíveis, mas nem sempre são bem assimilados pelos outros irmãos.
A família é um SISTEMA, como um Móbile – um brinquedo colocado nos berços dos bebês. É cheio de peças, que são interligadas por fios. Quando batemos numa peça, todas elas se movimentam. Da mesma forma que o Móbile, a família também é um Sistema de pessoas. O movimento de um dos membros, tem consequências nos outros membros.
Assim sendo, se as preferências dos pais forem “muito evidentes”, os outros participantes da família serão afetados: alguns filhos contentes, outros sentindo-se desprezados, humilhados ou subvalorizados. Estes filhos crescerão num ambiente “estranho” e pode-se prever problemas, logo à diante.
Como agir então?
Mesmo que haja maior afinidade por algum dos filhos, discipline-se a promover a “igualdade de tratamento”. Busque isso como um ideal. Você conquistará a amizade dos seus filhos, buscando ser um pai ou mãe equilibrados, coerentes, firmes nas suas convicções e valores. Sejam claros em suas ordens, colocando limites ponderados para TODOS os filhos. E principalmente, tenham uma vida coerente: o que vocês falam, deve ser o que vivem e praticam.
Claro que devemos praticar isso “a maior parte do tempo”. Existirão momentos (exceções) que não vamos conseguir. Vamos falhar ou por alguma razão chegamos a “explodir”. Caso isto aconteça, peça perdão pelas falhas cometidas. Os pais ganharão “muitos pontos”, no relacionamento com os filhos, quando humildemente lhes pedirem “Perdão”.
Pais devem ser os discipuladores de seus filhos (Dt. 6:5-9). O exemplo dos pais, é uma das influências mais fortes na vida deles, no que diz respeito à vida cristã. Mesmo que os pais não percebam, seus filhos os estão observando em TUDO: nas atitudes, quando lidam com tensões; como reagem às tentações; como manifestam (ou não) o perdão; quando mentem ou falam a verdade, etc.
Ser pai e mãe, é algo que se aprende. Ninguém é perfeito e nem nasce sabendo. Lembrem-se dos NOSSOS pais: nem sempre acertaram em nossa educação, mas fizeram o melhor que puderam, com o conhecimento que tinham naquela época. Nós também, faremos o nosso melhor, com a informação que temos hoje.
Lendo este texto, percebeu que “exagerou” na preferência de algum filho? Quem sabe, notou que outros filhos ficaram ressentidos ou diminuídos, com esta atitude? Ainda há tempo de restaurar a situação, através de uma boa conversa!
Pergunte: “Olhando a história da nossa família, vocês sentiram que (mesmo não sendo minha intenção), eu tornei UM de vocês o(a) meu preferido(a), em relação aos outros?”. Caso haja uma resposta afirmativa, peça Perdão – e daqui para frente, promova o “equilíbrio” no relacionamento com seus filhos! Que Deus nos ajude a diariamente, sermos melhores cônjuges e pais!
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Sobre os autores: Sergio e Magali Leoto são educadores, com livros escritos na área de Família, trabalhando na área de aconselhamento familiar, há mais de 30 anos. Sergio é pastor e sua esposa Magali é psicóloga. Ambos são missionários da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes). Instagram: @casal.leoto. WhatsApp (11) 99957-0451.
