Davi escreveu no Salmo 133: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!”. Ele não se referia aos irmãos “de sangue” – mas sim, aos irmãos de fé, que caminhavam até Jerusalém, para cultuar ao Senhor. Mas, podemos usar este verso, também “ansiando”, que irmãos de uma mesma família se deem bem! A harmonia familiar sempre deve ser procurada!
Só que nem sempre é o que acontece… Irmãos várias vezes se desentendem. Quando crianças, os problemas são mais simples: uma “chamada” dos pais, na maioria das vezes é suficiente, para que a normalidade volte! Mas quando chega a adolescência e juventude, os motivos das brigas se multiplicam…!
Torna-se cada vez mais comum, em nossos dias, a formação de lares compostos por pessoas divorciadas. Estes, muitas vezes têm filhos dos casamentos anteriores, que passam a conviver com os filhos do outro cônjuge. Havendo entendimento entre os enteados, não há tanta preocupação. Mas, algumas famílias ficam desesperadas, sem saber como agir, quando irmãos brigam (sejam eles do primeiro casamento ou não).
Calma! Desentendimentos sempre poderão surgir – entre familiares ou não! A Bíblia mostra desde o 1º. livro (Genesis), a “possibilidade” de desentendimento entre irmãos, como o caso de Caim e Abel.
O texto de Gn. 1:6-7, traz algumas dicas que podem “evitar” a briga, antes que aconteça:
“Então o Senhor disse a Caim: Por que você anda irritado? E por que essa cara fechada?Se fizer o que é certo, não é verdade que você será aceito? Mas, se não fizer o que é certo, eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine”. Qualquer discussão pode nos deixar irritado… mas precisamos “dominar” esta raiva. Caso contrário, ela trará consequências horríveis!
Temos também em Gn. 37, mais uma briga de irmãos: José, vendido por seus irmãos a mercadores de escravos – e dado como morto, diante do seu pai Jacó. Aqui existem fatores como: inveja dos irmãos; preferência explícita do pai por José; mentiras e intrigas. José poderia desejar vingar-se, mas não o fez: perdoou os irmãos e encontrou um propósito de Deus, com o ocorrido.
Ninguém deseja, mas infelizmente os conflitos entre irmãos, sempre existiram e sempre existirão! A situação muda, quando os outros querem “brigar com SEUS irmãos”… é como se dissessem: “Eu, posso brigar com meus irmãos! Vocês não podem – vou defendê-los!”.
Outra passagem que nos ajuda é Efésios 4:26,27: “Não pequem ao permitir que a ira os controle. Acalmem a ira antes que o sol se ponha,pois ela cria oportunidades para o diabo”. Ficar irritado é normal. Mas a ira “fora de controle” é pecado! Vamos ter que “nos acertar” com quem brigamos, “antes de terminar o dia” (antes que o sol se ponha).
Aos pais, alguns bons conselhos:
1) Entenda que a briga ou desentendimento entre irmãos (consanguíneos ou não), mesmo sendo desincentivada, sempre poderá existir;
2) Pais podem incentivar o entendimento dos “brigões”, mas esta adaptação terá um “ritmo” diferente a cada família;
3) Leve em conta a idade dos filhos que brigaram, bem como a capacidade de compreenderem o que é certo e errado, ajudando-os a não olharem apenas o seu próprio ponto de vista, mas também o do outro irmão;
4) Espere para “dar o sermão”, num momento mais calmo. Quando a discussão está quente, pouca “razão” estará presente – a “emoção” é quem manda! Sendo assim, separe os brigões, acerte um horário para discutir o assunto, quando estiverem menos “afetados”;
5) Enfatize a importância de “Perdoar e Pedir perdão”. Eles conduzem o ser humano a uma vida equilibrada e saudável, além de serem valores cristãos escolhidos como “principais”, na família em que estão participando;
6) Caso algum deles tenha dificuldade em “Perdoar ou Pedir perdão”, ofereça a possibilidade de aproximar um “conselheiro” (pastor ou amigo da confiança dos pais);
7) Havendo frequência muito grande, repetindo-se casos de ira, hostilidade, revolta contra líderes, violência, procure ajuda profissional (médico ou psicólogo), para uma avaliação mais detalhada.
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Sobre os autores:
Sergio e Magali Leoto são educadores, com livros escritos na área de Família, trabalhando na área de aconselhamento familiar, há mais de 30 anos. Sergio é pastor e sua esposa Magali é psicóloga. Ambos são missionários da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes). Instagram: @casal.leoto. WhatsApp (11) 99957-0451.
