Todo casamento passa por momentos de “altas e baixas”: por um tempo, tudo está ótimo (relacionamento conjugal, com os filhos, finanças etc) – MAS, de repente tudo muda (brigas, discussões, dívidas etc).
A atitude mais comum é “Culpar O OUTRO” pelas dificuldades… e muitas vezes, isso não é verdade – cada um tem sua contribuição no problema! “Culpar alguém”, não resolverá a situação!
Já que vocês detectaram áreas problemáticas e pontos falhos, mudanças positivas devem acontecer. Mas por onde começar? Cada um deve iniciar a mudança por SI MESMO!
Há uma premissa que diz: “ninguém pode amar ao outro, senão amar a si mesmo primeiro”. Isto quer dizer que, para se obter um relacionamento sólido, consistente, durável e feliz, é necessário primeiro aplicar certas atitudes, em sua vida pessoal.
Não se pode ser generoso com alguém, se não for generoso consigo primeiro, não se pode cuidar do outro se não cuidar de si, não se pode confiar em alguém, se não confia nem em você, e assim por diante.
Uma família é como um sistema, por exemplo, como um motor de um carro. Se uma pequena peça quebrar, pode comprometer todo o funcionamento do veículo. Assim acontece no âmbito familiar, quando um indivíduo está doente emocionalmente, outros também sofrem com os efeitos do problema. O ambiente fica comprometido.
O inverso, também é verdadeiro: uma pessoa centrada, estável emocionalmente, num ambiente desfavorável, pode servir de ajuda para a reestruturação do “caos”. Isto acontecerá, desde que ela seja respeitada e valorizada pelos demais. Caso contrário, essa pessoa, mesmo com boas intenções de melhorar, poderá até atrapalhar o processo do equilíbrio familiar.
Não é saudável considerar-se “Salvador da Pátria”, ou “Messias Salvador do Mundo”, carregando toda a responsabilidade que não é sua, para ajudar os outros. Deve deixar que cada um sofra as consequências das suas escolhas erradas. Neste caso, “a dor trará amadurecimento”.
Senão, teremos outro problema: facilitará a vida de quem não se responsabiliza, pois não assumirá seus deveres e obrigações. O “folgado” sabe: sempre haverá alguém que irá socorrê-lo nas encrencas, que ele se colocar – e possivelmente, nunca mudará sua forma errada de agir. Não contribua com alguém assim!
Sendo assim, não esqueça estes dois princípios importantes: 1) Não tente mudar o outro (comece a mudança em você); 2) Não faça pelo outro, aquilo que ELE deve fazer (do contrário, essa pessoa nunca amadurecerá como um ser humano).
———————————————————————–
Sobre os autores:
Sergio e Magali Leoto são educadores, com livros escritos na área de Família, trabalhando na área de aconselhamento familiar, há mais de 30 anos. Sergio é pastor e sua esposa Magali é psicóloga. Ambos são missionários da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes). Instagram: @casal.leoto. WhatsApp (11) 99957-0451.
