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Sem Tempo Para o Sexo

unhappy young couple in bedroomQuando o trabalho excessivo e o grande número de compromissos atrapalham a vida sexual do casal

Uma reclamação que se repete cada vez mais, quando pastores ou psicólogos realizam o aconselhamento de casais, é de que “a vida está tão corrida que não sobra tempo para o sexo”, ou quando ele existe, é rápido e mal feito. Por que será que isto acontece com tanta gente?

Uma pesquisa do Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, afirma que em nossos dias as mulheres têm relações sexuais, com freqüência menor do que as mulheres da década de 1950 (informação do site da BBC Brasil.com). Os autores da pesquisa acreditam que as exigências da vida moderna deixaram as mulheres com pouco tempo ou sem energia e por isso, o sexo acaba deixado de lado.

A maioria das mulheres nos anos 50, era dona-de-casa e tinha mais tempo livre. Além disso, segundo a pesquisa, a participação feminina no mercado de trabalho era menor e os aparelhos de televisão eram raros. Hoje, muitas mulheres além de realizarem as tarefas domésticas, ao mesmo tempo trabalham em empregos fixos. De acordo com o estudo, o pouco tempo livre é gasto, na maioria das vezes, em compras, ginástica ou diante da televisão.

A pesquisa abordou somente mulheres, mas quando olhamos para os homens dos nossos dias, vemos que sua situação também não está nada fácil! Muitas empresas aumentaram suas exigencias, “sugando o tempo” dos homens, sob a ameaça de perderem seus empregos. Muitos dos executivos considerados “bons exemplos” nas empresas, são aqueles que em sua vida familiar são “um desastre”, com casamentos arruinados, filhos rebeldes etc.

Sabemos que é um tema extenso e não há espaço no artigo para esgotar o assunto, mas gostaríamos de analisar a reclamação da “falta de tempo para o sexo”, olhando sob duas possibilidades: podem haver “motivos justificáveis”, ou podem ser uma “desculpa”.

Alguns motivos justificáveis:

  1. De ordem médica: tanto o homem quanto a mulher, podem ter algum problema médico ou estar tomando algum remédio, que como efeito colateral esteja afetando a libido. Converse com seu médico a respeito disto.
  1. De ordem psicológica: algum trauma ou drama na vida, pode ter gerado a queda no desejo sexual. É necessário procurar ajuda de um profissional de psicologia.
  1. Frequência sexual e idade: de forma natural, os casais que beiram a 3ª.idade, têm uma frequência menor de relações sexuais, do que casais no início de vida conjugal e com pouca idade.
  1. Objetivos familiares: muitas vezes o casal fez planos de adquirir um imóvel ou realizar algum sonho e para isto, durante uma fase da vida precisa trabalhar mais para ganhar mais e atingir seus objetivos. Neste caso, o casal fez a escolha (que é um objetivo lícito), mas precisa reavaliar e priorizar melhor, o tempo da convivência sexual.
  1. Exigências do trabalho: como já dissemos, algumas empresas exageram, usando até ameaças de perda de emprego, caso a pessoa não exceda (em muito) o seu horário normal de trabalho. O casal precisa conversar e se dispor a ter horários alternativos para o sexo.

Possíveis desculpas:

  1. Cansados demais para o sexo: embora a relação sexual seja algo extremamente relaxante, algumas vezes um dos cônjuges está cansado, por um dia estafante. Mas quando a disposição para o sexo raramente volta, pode ser uma desculpa.
  1. Trabalhando demais e achando normal a falta de sexo: opa! Sinal de alerta! Pode estar na realidade, usando o trabalho como uma fuga, para não ter que voltar cedo para casa. Quem sabe um problema mal resolvido do casal, mas não se pode afastar a hipótese de haver “alguém interessante”, atraindo o cônjuge para a infidelidade.
  1. Você só pensa em sexo?: quando Deus criou os animais, colocou nos machos uma agressividade sexual maior do que nas fêmeas (isto acontece com boa parte das espécies). Homens são animais racionais e normalmente agem assim também. Algumas mulheres podem achar a “procura” de seus maridos exagerada (e talvez em alguns casos seja mesmo), mas na maioria das vezes é algo normal.
  1. Indiferença total: tanto faz, como tanto fez se temos ou não relação sexual. Novo sinal de alerta! Pode estar acontecendo algo grave com o casal e um dos cônjuges “esfriou de vez” tanto no relacionamento, nas conversas e também no sexo. O contrário de AMOR, não é ÓDIO – mas sim INDIFERENÇA!!! Possivelmente, vocês precisarão procurar um aconselhamento conjugal. Alguém que esteja fora do problema, que os ajude a descobrir o caminho de volta para o bom relacionamento.

Sexo é CONSEQUÊNCIA!

Os casais precisam entender que “sexo bom e satisfatório” é CONSEQUÊNCIA de uma série de áreas na vida conjugal que estão sendo satisfeitas. Amor não é só sexo! E existem muitas áreas no Amor, que precisam ser cultivadas e cuidadas como uma planta TODOS OS DIAS! Existem diferentes aspectos do amor e muitos livros foram escritos a este respeito. Mas posso ressaltar ao menos cinco aspectos do AMOR:

  1. Aspecto Físico do Amor: (do grego EPITHUMIA) é a parte Sexual do casamento. O casal deve aprender a como melhorar sua relação sexual, baseando-se em: palestras dadas por pessoas da área de saúde (médicos, enfermeiras, psicólogos, conselheiros de casais, etc), livros cristãos (existem dezenas, nas livrarias evangélicas) etc
  1. Aspecto Emocional do Amor: (do grego EROS) é a parte do Romantismo, no casamento. No começo do casamento, está em alta. Mas com o tempo, o romantismo vai sendo deixado de lado. Isto é terrível, pois as mulheres são muito mais romanticas e sofrem com esta falta. Temos que, em nome de Jesus, voltar a ser “adolescentes” (que com pouca coisa, manifestam seu amor, seja com uma flor, com um bombom, com palavras de carinho). Isto salva casamentos!
  1. Aspecto Social do Amor: (do grego STORGE) é a parte de Associação Leal do casamento. É entender que passamos a viver uma vida onde a prioridade não é o “Eu, é meu, só prá mim”, mas como casados, vivemos o “NÓS”. Porque eu amo meu conjuge, quero viver tentando fazê-lo feliz. Quando os dois pensam desta forma, o “NÓS” é o que importa, mas como consequência, cada um particularmente se sentirá suprido e realizado. Por isso, dividimos trabalhos, somos socios nas finanças, defendemos o conjuge diante de filhos e parentes, etc. Temos uma associação de lealdade.
  1. Aspecto Intelectual do Amor: (do grego PHILÉO) é a parte da Amizade Íntima do casamento. Nosso conjuge tem que se tornar o nosso MELHOR amigo. E qualquer amizade só se desenvolve, se investirmos TEMPO PARA CONVERSAR E CONVIVER! Temos que fazer coisas juntos e neste tempo, colocarmos nossos anseios, expectativas, alegrias e tristezas, ao nosso conjuge. Existem pesquisas recentes, que dizem que os casamentos felizes e de longa duração, são aqueles casamentos onde os conjuges cultivaram uma AMIZADE ÍNTIMA e progressiva através do tempo.
  1. Aspecto Sobrenatural do Amor: (do grego ÁGAPE) é o Amor Disposto a Sacrifícios, no casamento. É amar o conjuge, quando as coisas não vão bem, quando achamos que o outro não merece mais o nosso amor. É amar Sacrificialmente. Quando deixamos nossa vida de casados ter Aquele Maravilhoso Conselheiro (Deus), dando “palpites” e orientações, o dia a dia do casal é muito melhor! Mas é muito comum vermos casais que “esqueceram Deus” em suas vidas. Os problemas vem e eles tentam SÓZINHOS resolver – e não conseguem! Muitos afastam-se de Deus e como consequencia, seus casamentos ficam “insuportáveis”. Qual a solução? Reconhecer o problema, a falha que tiveram e chamar a Deus para “assumir seu lugar no casamento”. Deus é o grande professor de “Amor Sacrificial” (por isso é um aspecto Sobrenatural), pois foi assim que Jesus nos amou, a ponto de se Sacrificar na Cruz, em nosso lugar. Ele nos ajudará a voltarmos a ter um casamento feliz!

Casamento não é para crianças!

Lembre-se: casamento não foi feito para “crianças”, mas para adultos. Pessoas amadurecidas, ouvem avaliações negativas a seu respeito e sabem “conter a revolta” (mesmo com dificuldade) retendo a parte boa do que lhe foi falado. Esta prática é comum no trabalho, com avaliações de nossos chefes. Se passamos por isso no emprego e tentamos “administrar” nossas reações, POR QUÊ não fazemos o mesmo em nosso casamento?

Muitas vezes nosso cônjuge faz reclamações ou observações a nosso respeito, que a princípio nos ferem, mas quando esfriamos a cabeça e avaliamos melhor, percebemos que são palavras sensatas. Alguém que nos ama e não quer nos destruir, falou uma VERDADE que, apesar de não gostarmos, podemos e devemos reavaliar posicionamentos.

É assim que, cuidando de TODAS AS ÁREAS do seu casamento, ouvindo avaliações e tentando crescer com elas, agradecendo a Deus pelos muitos acertos na convivência até hoje, como CONSEQUÊNCIA, o SEXO será bom e NUNCA perderá sua prioridade!

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