Uma família se reúne e todos estão juntos na sala, mas cada um no próprio celular. Quais os riscos dessa convivência sem comunhão? Quais as alternativas?
Uma parte das famílias está vivendo “diariamente” este quadro, mas não todas. Ainda temos mães e pais que já notaram esta falha e lutam para “equilibrar” esta situação. Devemos lembrar que, desde pequenos “filhos copiam os pais” em quase tudo. Possivelmente o exagero dos filhos no uso das telas, está refletindo o que viram em seus pais! Os novos padrões têm que começar também pelos pais.
Psicólogos, têm manifestado preocupação com este fato, pois há necessidade de um equilíbrio entre o uso da tecnologia e a convivência “olho no olho”, especialmente no ambiente familiar. Muitos pais “mergulham” neste mundo virtual, quando usam seu celular como “babá” de seus filhos menores. Ao crescerem, as crianças já estão tão “dependentes”, que parecem “viciados” nas telas.
Estamos criando uma geração, que está se acostumando a viver de forma “ensimesmada” e individualista. Cada vez menos, sabem desenvolver uma conversa… pois só querem “teclar”… de preferência, palavras “reduzidas”, como fazem nas mídias sociais. Desconhecem, cada vez mais o seu idioma, substituindo-o pela língua do mundo digital.
Ao pensarmos em alternativas, temos que considerar as diversas realidades das famílias: existem lares em que TODOS têm celulares (e o problema se agrava), outros não! Mas de forma geral, sempre podemos “fazer acordos” que usem o bom senso:
a) Quando estamos entre familiares, nossa preferência será o contato “visual e vocal” – não o “virtual”;
b) As exceções (emergências) deverão ser comunicadas com quem quer falar conosco “ao vivo”, voltando-se à atenção visual TOTAL, logo depois de resolver o problema;
c) Refeições com TODA família (o que nem sempre acontece) – regra geral: SEM celular;
d) Refeições diárias (com poucos familiares juntos): de preferência sem celular, mas aberto a acordos e com poucas exceções.
A casa hoje tem refeições sem conversa, uma mesa que já não funciona mais como lugar de vínculo. Existe estratégia para fugir dessa situação?
Cada família tem seus compromissos e seu ritmo. Há momentos, que não será possível ter uma refeição em comum. Mas, se ao menos UMA ou DUAS vezes na semana conseguirem fazê-lo, terão grandes ganhos na convivência familiar.
A mesa de refeições é um dos espaços mais poderosos para fortalecer os vínculos familiares e o desenvolvimento das crianças. Não é à toa, que a cultura de muitos países, têm a “tradição” das conversas à mesa! Os pais de hoje devem INSISTIR nesta “boa tradição”. São nestes momentos que as notícias do dia são passadas, que comentamos nossas dificuldades, que solicitamos ajuda… Contamos os nossos medos, ou falamos sobre a vida sentimental na vida dos filhos…
Os pais, servem como “moldes” aos seus filhos, tanto no que é bom, quanto no que é mau! É à mesa, que os pais podem dar exemplos práticos, de valores como: falar a verdade, honestidade, incentivo ao estudo, trabalho, justiça etc. Inclusive na boa educação, como: esperar sua vez, os mais velhos primeiro, comer de boca fechada, entre outras.
A amizade familiar, também é desenvolvida à mesa. As “melhores” piadas são contadas e há aquelas piadas “sem graça”, que rimos – só para não “perder o amigo” que a contou! Tudo isso, fica em nossa memória, desde crianças. Depois, quando somos adultos, relembramos e damos risada! Tudo isso faz parte da nossa “história familiar”!
Sendo assim, cada família “está construindo” diariamente a sua própria história! Como você, que é pai ou mãe, está construindo a SUA história? Você tem o poder de dar limites e caminhar para escolhas e atitudes melhores! Por que cair nos mesmos erros que TANTAS famílias?
Seja você um AGENTE das mudanças em SUA casa: 1) Servindo de EXEMPLO das mudanças; 2) Colocando os LIMITES saudáveis!
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Autores: Pr. Sergio e Psi. Magali Leoto, missionários da SEPAL (Servindo aos Pastores e Líderes) e do Ministério Fortalecendo a Família. – Whats (11) 99957-0451.
